Há alternativa para estudar marketing político em curto prazo

Estadão.com (SP) • EDUCAÇÃO • 23/02/2016 •

Há de programas com duração de 15 horas/aula, distribuídas em cinco noites, até opções que se estendem por pouco mais de dois meses, num total de 30 horas/aula – custos de R$ 927 a R$ 1.240

Os cursos de extensão na área político-eleitoral são recentes – surgiram, em geral, nos últimos seis anos – mas têm boa procura. Assim como as especializações, eles servem a quem busca atualização na área, por meio de ferramentas teóricas e práticas, só que em curto prazo de tempo. Há de programas com duração de 15 horas/aula, distribuídas em cinco noites, até opções que se estendem por pouco mais de dois meses, num total de 30 horas/aula. Os custos variam de R$ 927 a R$ 1.240.

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“Em momentos de crise e desemprego como agora, a busca por cursos de aprimoramento ou em campo diverso ao da profissão ganha importância vital para os Alunos”, explica a coordenadora do curso de extensão em Marketing Político e Campanhas Eleitorais da Pontifícia universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Vera Chaia.

Lilian Tropardi fez o programa da PUC

Ela explica que o programa curricular é dividido em dez aulas, organizado de maneira a fornecer uma visão geral do assunto. “O curso começa com a história do Marketing político e passa por temas como o horário gratuito político-eleitoral, a construção da imagem do candidato, as redes sociais e até a parte operacional de organização de uma campanha.”

A instituição oferece a extensão no primeiro e no segundo semestre mas, a partir de agosto, há a intenção de substituí-la por uma pós com dois anos de duração. “O projeto está em processo de aprovação pela PUC, pois percebemos que existe uma grande necessidade por cursos nessa área.”

Falta de mão de obra. A socióloga Lilian Tropardi, de 50 anos, que trabalha há 20 anos com pesquisas qualitativas e consultoria política, fez o programa da PUC em 2015 e diz estar satisfeita. “O curso é muito interessante porque dá uma noção ampla do assunto, sem ser superficial, e é voltado justamente a profissionais, técnicos e especialistas que trabalham na área.” Lilian explica que muitos de seus contratos são de fora de São Paulo, por causa da falta de mão de obra qualificada, principalmente em análise de pesquisas. “Daí a necessidade de me aprofundar no assunto.”

Para Victor Trujillo, coordenador dos cursos de férias da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), em São Paulo, de fato, esse é um mercado que emprega muita gente. “O Brasil tem 5.570 municípios, portanto, neste ano teremos 5.570 eleições municipais e mais de dez mil campanhas a prefeito.”

A ESPM tem um programa voltado ao Marketing eleitoral desde 2010, ofertado somente em anos de eleições, cuja temática, neste ano, será Eleições em Tempos de Crise. “O curso está atualizado à luz da legislação eleitoral e comportamento dos eleitores e é importante ressaltar que o programa foca nas campanhas e não no Marketing político, trabalho realizado após a posse.”