O ESTADO DE SÃO PAULO (SP) • ESPECIAL • 29/4/2016
O Estado de São Paulo
Há alternativa para estudar marketing político em curto prazo
Estadão.com (SP) • EDUCAÇÃO • 23/02/2016 •
Há de programas com duração de 15 horas/aula, distribuídas em cinco noites, até opções que se estendem por pouco mais de dois meses, num total de 30 horas/aula – custos de R$ 927 a R$ 1.240
Os cursos de extensão na área político-eleitoral são recentes – surgiram, em geral, nos últimos seis anos – mas têm boa procura. Assim como as especializações, eles servem a quem busca atualização na área, por meio de ferramentas teóricas e práticas, só que em curto prazo de tempo. Há de programas com duração de 15 horas/aula, distribuídas em cinco noites, até opções que se estendem por pouco mais de dois meses, num total de 30 horas/aula. Os custos variam de R$ 927 a R$ 1.240.
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“Em momentos de crise e desemprego como agora, a busca por cursos de aprimoramento ou em campo diverso ao da profissão ganha importância vital para os Alunos”, explica a coordenadora do curso de extensão em Marketing Político e Campanhas Eleitorais da Pontifícia universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Vera Chaia.
Lilian Tropardi fez o programa da PUC
Ela explica que o programa curricular é dividido em dez aulas, organizado de maneira a fornecer uma visão geral do assunto. “O curso começa com a história do Marketing político e passa por temas como o horário gratuito político-eleitoral, a construção da imagem do candidato, as redes sociais e até a parte operacional de organização de uma campanha.”
A instituição oferece a extensão no primeiro e no segundo semestre mas, a partir de agosto, há a intenção de substituí-la por uma pós com dois anos de duração. “O projeto está em processo de aprovação pela PUC, pois percebemos que existe uma grande necessidade por cursos nessa área.”
Falta de mão de obra. A socióloga Lilian Tropardi, de 50 anos, que trabalha há 20 anos com pesquisas qualitativas e consultoria política, fez o programa da PUC em 2015 e diz estar satisfeita. “O curso é muito interessante porque dá uma noção ampla do assunto, sem ser superficial, e é voltado justamente a profissionais, técnicos e especialistas que trabalham na área.” Lilian explica que muitos de seus contratos são de fora de São Paulo, por causa da falta de mão de obra qualificada, principalmente em análise de pesquisas. “Daí a necessidade de me aprofundar no assunto.”
Para Victor Trujillo, coordenador dos cursos de férias da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), em São Paulo, de fato, esse é um mercado que emprega muita gente. “O Brasil tem 5.570 municípios, portanto, neste ano teremos 5.570 eleições municipais e mais de dez mil campanhas a prefeito.”
A ESPM tem um programa voltado ao Marketing eleitoral desde 2010, ofertado somente em anos de eleições, cuja temática, neste ano, será Eleições em Tempos de Crise. “O curso está atualizado à luz da legislação eleitoral e comportamento dos eleitores e é importante ressaltar que o programa foca nas campanhas e não no Marketing político, trabalho realizado após a posse.”
Luiz Felipe Lampreia • 1941-2016
O Estado de São Paulo (SP) • POLÍTICA • 03/02/2016
Ex-ministro morre no Rio aos 74 anos
Ele foi chanceler no governo FHC, entre 1995 e 2001, atuou no Cebri e na Firjan
O ex-ministro das Relações Exteriores Luiz Felipe Lampreia, de 74 anos, morreu ontem no Hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, na zona sul do Rio. O hospital não foi autorizado pela família a informar detalhes sobre a morte. Há cerca de um mês, o ex-ministro, que exerceu o cargo de janeiro de 1995 a janeiro de 2001, durante a gestão Fernando Henrique Cardoso (PSDB), tinha recebido alta do Hospital Samaritano, também em Botafogo, onde se tratava de um tumor pulmonar. Lampreia será cremado amanhã. Nascido no Rio em 19 de outubro de 1941, Lampreia cursou sociologia na Pontifícia universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro. Concluiu o curso em 1962 e no mesmo ano ingressou no Instituto Rio Branco, a escola diplomática brasileira. Além de ministro, o diplomata desempenhou as funções de secretário-geral do Itamaraty, subsecretário de Assuntos Polít icos Bilaterais, representante permanente do Brasil em organismos internacionais em Genebra, embaixador em Lisboa e em Paramaribo (Suriname) e porta-voz do Ministério das Relações Exteriores. O Itamaraty publicou ontem nota lamentando a morte do ex-ministro. O diplomata foi professor associado de Relações Internacionais da ESPM-Rio e atuou no Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), do qual foi vice-presidente emérito. Lampreia ocupou a presidência do nselho de Relações Internacionais da Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan) e integrou os conselhos de várias empresas internacionais, como McLarty Associates e Oxford Analytica, Partex Oil and Gas, Souza Cruz, Coca-Cola e Caixa Geral de Depósitos. Casado com Le nir Aché Carneiro da Cunha, Lampreia deixa filhos, entre eles o músico Rodrigo Lampreia. Blog. Lampreia mantinha um blog sobre política internacional no site do jornal O Globo. Suas últimas postagens ocorreram em outubro de 2015. Em artigos, o diplomata criticou a entrada da Venezuela no Mercosul e reclamou de seu sucessor, Celso Amorim, quando o Brasil encerrou as negociações para a criação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca). Há um mês, Lampreia acompanhou 40 embaixadores aposentados e assinou um manifesto em favor do governo brasileiro em um episódio diplomático com Israel. O governo israelense divulgou o nome de Dani Dayan, líder de assentamentos em territórios palestinos, para ser o embaixador do país em Brasília, mesmo sem a concessão do agrément, autorização concedida pelo governo brasileiro. Acervo. Em 2008, o diplomata doou seus arquivos à Fundação Getúlio Vargas do Rio de Ja neiro (FGV-Rio). A instituição passou a guardar ao menos 7 mil documentos e textos, inclusive da época em que Lampreia desempenhou a função de ministro das Relações Exteriores. O acervo é composto por correspondências, estudos, análises e discursos. É expressiva a correspondência com diplomatas e políticos, entre eles o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Entre os temas tratados nos documentos estão as relações do Brasil com diversos países, em especial os integrantes do Mercosul e da União Europeia, o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares, a Área de Livre Comércio das Américas (Alca), a ONU e a OEA.



