Pesquisa – ESPM Media Lab apresenta novos estudos

MEIO E MENSAGEM (SP) • ÚLTIMAS NOTÍCIAS • 01/12/2015 • ESPM

Quatro relatórios foram debatidos em Fórum Digital na universidade

 

O ESPM Media Lab apresentou na semana passada quatro estudos realizados ao longo do último ano, durante a segunda edição do Fórum Digital da universidade, realizado em São Paulo. São pesquisas sobre conteúdo digital, o uso de redes sociais, métricas de ROI e campanhas de Marketing em redes sociais atualização de estudo publicado em 2014.

O levantamento Novos Meios e Novas Linguagens foi apresentado por André Deak, coordenador da área no Media Lab. O pesquisador, que também é diretor de projetos do hub Liquid Media, reuniu 60 cases inovadores no que diz respeito à convergência de formatos e modelo de negócio. Resgatou, por exemplo, o MediaStorm, que desde 2005 desenvolve narrativas documentais que misturam fotografia, vídeo, animação e interatividade para grandes grupos de mídia e branded content. Produtos mais recentes, como o newsgame Syrian lourney, da BBC, também estão no levantamento. Diversos cases brasileiros fazem parte, como o InfoAmazônia, que trabalha com coleta de dados diversos como clima e condições sociais, que podem ser cruzados e transformados em narrativas.

Os formatos e a diversidade de conteúdo, nem sempre classificáveis segundo premissas tradicionais, ainda causam ansiedade no mercado e na academia. “O pessoal ativista realiza intervenções e diz que não faz jornalismo. Mas se essas ações têm interesse público e são cobertas como tal, então é jornalístico”; defendeu, durante painel, Caru Schwingel, professora e pesquisadora associada do ESPM Media Lab. Para Deak, a questão sobre o que é jornalismo está cada vez mais superada, e citou o início de uma das redes sociais mais populares do mundo como exemplo. “Enquanto os jornalistas ficaram anos se perguntando se o Twitter era jornalismo, os publicitários foram lá e simplesmente usaram; afirmou. Caio Tulio Costa, professor da ESPM e sócio da agência Torabit, reforçou que a adaptação às novas linguagens é uma “questão geracional, tecnológica e que desemboca no modelo de negócios”

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O estudo Geração YouTube, apresentado por Luciana Corrêa, coordenadora e pesquisadora da área famílias e tecnologia do ESPM Media Lab, trouxe um amplo levantamento sobre o uso que crianças de dois a 12 anos fazem da rede de vídeos. Foi complementada por informações do TIC Kids Online Brasil 2014, produzido pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil. Fabio Senne, coordenador do Nic.br, apontou que o consumo desses conteúdos por crianças cresce “em todas as formas de uso domiciliares, seja na sala da casa, seja no quarto”

: A metodologia do estudo do Nic.br contou com entrevistador presencial e questionários para pais e filhos. Já a pesquisa de Luciana recebeu 776 respostas de enquete online, preenchida com a ajuda de pais. Mostrou, por exemplo, que grande parte das crianças já possui dispositivos próprios, apesar de ainda não ser a maioria: tablet (28,6%), celular (10,7%), notebook (3,2%) e desktop (1,3%). O maior consumo de conteúdo no YouTube ainda ocorre, porém, por meio de um smartphone da família (47,5%).

A publicidade é desviada por 71,8% das crianças, enquanto 8,4% assistem e 19,8% apenas veem conteúdos comerciais que gostam. O estudo também levantou os canais mais populares segundo diferentes faixas e categorias. Enquanto Galinha Pintadinha, Disney e outros conteúdos derivados de TV são muito populares entre os mais novos, o interesse por Minecraft e outros games, assim como novelas e curiosidades, aumenta entre os mais velhos.

Luciana apontou que esse alto consumo no Brasil, inclusive comparado a crianças de outros países, levanta questões sobre o tipo de conteúdo e o modo de acesso ideal a essas plataformas. “Claro, depende muito de quem está com aquela criança e como acontece o acesso, mas o recomendável mesmo é 13 anos”; afirmou a pesquisadora, sobre a idade ideal para permitir aos filhos pleno acesso, sem necessidade de supervisão integral.