PROPMARK (SP) • MERCADO • 3/5/2016
Homenagem ao sócio da TV Vanguarda inclui entrega de placa e troféu por sua dedicação à comunicação, em especial á televisão brasileira
José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, recebeu semana passada o título de Conselheiro Emérito pela ESPM. O ex-vice-presidente de operação da Rede Globo e atual sócio da TV Vanguarda foi homenageado por sua dedicação à comunicação no Brasil e por ter elevado a televisão brasileira aos padrões internacionais. Ele também foi reconhecido por colaborar com a ESPM desde os primeiros dias da instituição.
Armando Ferrentini, diretor-presidente da Editora Referência, que edita o jornal PROPMARK e as revistas Propaganda e Marketing, e presidente do conselho deliberativo da ESPM, lembrou que a homenagem é “merecidíssima” e foi decidida por unanimidade, pois “Bom é uma figura de respeito não só na comunicação, mas em todo o país”. A cerimônia foi realizada na última terça-feira (z6), na ESPM-SP.
Bom recebeu a placa das mãos do presidente do conselho editorial da Revista da ESPM, conselheiro emérito e ex-presidente da ESPM, Francisco Gracioso. “O slogan de nossa escola no início era Ensina quem faz, hoje, 65 anos após sua fundação, vemos que isso foi o que trouxe sucesso à ESPM. Sempre tivemos gente como o Bom, um sonhador que soube realizar seus sonhos”, disse Gracioso.
Além da placa, ele também recebeu o troféu Conselheiro Emérito, confeccionado em pedra sabão. Na peça, está incrustada uma mão fundida em bronze, semelhante à que está presente no Brasão de Armas da ESPM, que simboliza as pinturas existentes em cavernas paleolíticas e transmite o significado de engenho e arte.
“Bom tem uma importância muito grande para a Propaganda, pois o padrão de qualidade que ele impôs marcou nossa profissão, especialmente na questão estética. A TV passou a ser bonita. O anúncio publicitário tinha de ser tão bom quanto o programa televisivo”, lembrou o conselheiro da ESPM, Roberto Duailibi, ao entregar o troféu a Boni, que lembrou sua trajetória e nomes de pessoas históricas da comunicação no Brasil.
Ele destacou a Propaganda, desde quando criava anúncios para o achocolatado Toddy, na Rádio Nacional, passando até pela Família Sears, na Rádio Tupi. “Quando fui para a Rádio Tupi, a Propaganda apareceu novamente em minha vida, e eu achei uma delícia”, brincou.
Ele ainda relembrou de quando foi convidado para entrar para a TV Globo. “Eu disse para o Walter Clark (diretor-geral na época) que não iria fazer mais nenhuma loucura em minha vida. A Globo era a última coisa que ia fazer, por isso, queria começar desde o início, pensando cada detalhe”, disse. “A TV Globo foi feita de forma planejada e deliberada para ser o melhor veículo de comunicação e de Propaganda possível”.
Escola reúne profissionais e debate comunicação e sustentabilidade
Recentemente, em reunião na ONU, em Nova York, 175 países assinaram o Acordo de Paris contra a mudança climática. O fato foi-inédito, já que, em nenhum momento da história, tantos países haviam assinado uma convenção internacional desse tipo.
E o assunto repercutiu no mundo e aguçou encontros que discutem o assunto. Em São Paulo, na sede da ESPM, profissionais do mercado levaram o tema a discussão. O painel teve como tema O impacto da Propaganda na sustentabilidade.
Christina Carvalho Pinto, presidente da Full Jazz, foi uma das participantes. “O sistema que vivemos hoje é um sistema de consumismo”, diz.
Como contraponto, cita a Natura, empresa que, segundo ela, trabalha a sua comunicação de uma forma diferente.
“A Natura é um exemplo de empresa que trabalha com a lapidação do consumidor em relação ao uso consciente”, afirma.
Christina, que falou principalmente para um público de universitários, “provocou” e destacou que os jovens são o futuro da profissão. “99% dos publicitários de hoje estão simplesmente se lixando para a sustentabilidade”.
Além da publicitária, também participaram do encontro Keyvan Macedo, gerente de sustentabilidade da Natura, e o professor da ESPM Luiz Fernando Garcia.


