O ESTADO DE SÃO PAULO (SP) • ECONOMIA • 25/7/2016
Levantamento do ‘Estado’ mostrou que somente EUA e Reino Unido superaram desempenho do País
O Brasil voltou do Cannes Lions – Festival Internacional de Criatividade com a medalha de bronze entre os 91 países que inscreveram pe- ças no maior festival de publicidade, comunicação e marketing do mundo. O levantamento por país participante foi feito pelo Estado, representante oficial de Cannes Lions no Brasil. Apesar de o desempenho do País em 2016 ter sido inferior ao registrado no ano passado – desta vez, foram 90 prêmios, ante um total de 108 angariados em 2015 –, o País só ficou atrás dos Estados Unidos (tradicional campeão global em Cannes, que recebeu nada menos que 355 Leões) e do Reino Unido, que voltou para casa com 164 prêmios. Entre as 23 categorias do festival, o Brasil só não recebeu Leões em Glass, Creative Effectiveness, Innovation, Film Craft e Titanium. O País ainda trouxe o prêmio de Agência do Ano de Cannes Lions 2016 para a AlmapBBDO. O Public itário Marcello Serpa, com mais de 30 anos de profissão, e que deixou o comando da Almap há pouco mais de um ano, foi homenageado com o Lion of St. Mark, prê- mio para o conjunto da obra concedido pelo festival. Queda nas inscrições. Conforme os dados levantados pelo Estado, o País teve um total de 2.805 peças inscritas em Cannes Lions, Lions Health, Lions Innovation e Lions Entertainment – os quatro festivais que atualmente compõem o evento que dura oito dias na Riviera Francesa. Houve queda de quase 10% nas inscrições em rela- ção a 2015, quando Cannes recebeu 3.114 trabalhos brasileiros. Dos 91 países que se inscreveram, 61 receberam ao menos um Leão. Foram 43.101 trabalhos concorrendo – um novo recorde – e 1.360 Leões concedidos pelos júris. Os Estados Unidos inscreveram mais de 9,7 mil peças, ou 22% do total para o ano. O Reino Unido ficou em segundo lugar, com 3,2 mil peças. Além dos três países que compuse ram o “pódio” do festival – Estados Unidos, Reino Unido e Brasil –, o “top ten” entre os premiados incluiu ainda a Austrália (com um total de 70 prêmios), Alemanha (63), Nova Zelândia (57), França (55), Suécia (51), Japão (46) e Argentina (40). Entre os dez principais premiados, três países não estavam no “top 10” em relação ao número de peças inscritas: Nova Zelândia, Suécia e Argentina.
