Computação cognitiva chega às salas de aula no Brasil

CONVERGÊNCIA DIGITAL (SP) • ÚLTIMAS NOTÍCIAS • 1/9/2016

 

A computação cognitiva vem conquistando os primeiros lugares na grade curricular dos cursos universitários em todo o mundo. A tecnologia que transformou o IBM Watson na estrela do universo tecnológico contemporâneo vem inspirando universidades nos EUA, na Europa e no Brasil a formar parcerias com a IBM. Um dos maiores apelos é que o uso dessa tecnologia pode alavancar projetos em setores diversos. As habilidades do IBM Watson podem ser aplicadas a diversos casos de sucesso no segmento de negócios.

De campeonatos para construir robôs a competições de hackathons, a computação cognitiva já é nota dez em termos de atualização curricular. No Brasil, ESPM, Insper, FGV e a Universidade Presbiteriana Mackenzie são exemplos de instituições que estão trazendo a computação cognitiva para as salas de aula, com casos reais. Na ESPM, a ideia é mostrar aos alunos como a computação cognitiva pode ser um importante aliado no âmbito do marketing, como no caso do comportamento do consumidor.

Já para a graduação em engenharia do Insper, sobretudo da engenharia da computação, o objetivo é dar condições aos alunos para que eles possam adotar técnicas e métodos de computação cognitiva no desenvolvimento de habilidades para a resolução de problemas reais de engenharia. Mas há ainda a intenção de promover ações em conjunto com as áreas de economia e administração.

Os alunos da Universidade Presbiteriana Mackenzie terão a chance de saber como a computação cognitiva pode tornar a pesquisa acadêmica, seja no desenvolvimento de projetos de mestrado, seja no de doutorado, mais aderente a essa tecnologia. Mas os alunos do lato sensu também terão as primeiras noções de como incluir a computação cognitiva em projetos que envolvam Big Data/Analytics.

Quem também está apostando na computação cognitiva é a FGV, que construiu fundamentos desta área em TI para permitir o desenvolvimento de soluções e aplicações em tópicos de grande interesse em Administração, Finanças e Economia. Esta construção se apóia em conteúdos contidos em matérias como: aprendizado de máquina; semântica computacional; análise de grande volume de dados; e avaliação estratégica de soluções cognitivas. Toda orientação do curso será em conhecimento aplicado e sua imediata utilização na solução dos problemas existentes dos campos selecionados.

A expectativa é que a parceria da IBM Brasil com as universidades brasileiras alcance cerca de 600 estudantes até o início de 2017. No projeto, caberá à IBM Brasil a difusão de conhecimento, a mentoria de professores, o ambiente de treinamento, o desenvolvimento e a experimentação. Em alguns casos, a pesquisadora do Laboratório de Pesquisa da IBM Brasil, Ana Paula Appel, comandará as aulas, com o apoio de Fabio Gandour, cientista-chefe do Laboratório de Pesquisa da IBM Brasil e Fabricio J. Barth, líder técnico do IBM Watson no Brasil e na América Latina.

A difusão da computação cognitiva no ambiente acadêmico faz parte de uma estratégia mundial da unidade de negócios Watson, que é realizada em linha com o programa IBM Academic Initiative, oferecendo acesso gratuito a softwares da empresa, materiais didáticos e certificações a instituições de ensino. Estudos da IBM apontam que 90% dos dados disponíveis no mundo hoje foram criados apenas nos últimos dois anos, sendo que 80% deles são não estruturados (imagens, vídeos, etc.). Nesse contexto, a computação cognitiva é usada como um novo modelo para organizar o acesso a todas essas informações disponíveis, a fim de que os usuários possam avançar na solução de problemas complexos, sobretudo na esfera da medicina.

O diferencial dos sistemas cognitivos é sua capacidade incomparável de extrair informações valiosas de um conjunto de dados infindáveis, com inúmeras possibilidades combinatórias, o que exigiria um tempo muito longo de análise com os métodos tradicionais de tratamento da informação. “Estima-se que as respostas conseguidas pelos sistemas cognitivos alcançarão um grau razoável de precisão e, por isso, serão úteis para a tomada de decisão em várias atividades produtivas”, explica Gandour.

O marco da IBM nessa nova era da computação é o sistema cognitivo IBM Watson. Ele é capaz de analisar grandes volumes de dados e processar a informação na linguagem natural, ou seja, de modo mais semelhante ao raciocínio de um ser humano do que de um computador. , gerando hipóteses baseadas em evidências e dando respostas de caráter probabilístico. O sistema foi desenvolvido para aprender continuamente, adicionando valor e conhecimento ao longo do tempo e a partir das suas interações com os usuários. Saiba mais sobre Computação Cognitiva.

Leia matéria completa no link: http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=site&infoid=43374&sid=114

ESPM inova e leva qualidade de ensino para o cinema

“ A (R)evolução dos games no mundo dos negócios” será o tema da próxima sessão, 23 de agosto

 

Com satisfação a ESPM registrou o lançamento do projeto, realizado em parceria com a Cinelive, ESPM no Cinema. O evento aconteceu ontem à noite e conectou salas de Cinemas em todo o Brasil.

A iniciativa pioneira foi inaugurada pelo publicitário e ‘homem de ideias” em suas próprias palavras, Nizan Guanaes. Em uma hora de explanação, Nizan, uma referência mundial na indústria da comunicação, convocou os estudantes e profissionais da publicidade a garantirem um futuro pujante para o mercado de propaganda e marketing com o cruzamento do estudo dos diversos códigos de comunicação com os fundamentos clássicos da publicidade, onde o passado é importante.

A ESPM no Cinema é mais uma inovação pioneira no segmento onde é referência internacional de qualidade. Marcada para toda terça-feira, às 20h, em salas de cinema de todo o país, professores da ESPM se revezarão na abordagem de temas selecionados para levar a audiência um extrato da filosofia de ensino: a melhor base teórica sem abrir mão da orientação ao mercado.

Os conteúdos serão apresentados em quatro esferas diferentes da comunicação: marketing digital; tendências em comunicação com o mercado; inovação e criatividade; e o novo consumidor brasileiro. As transmissões serão ao vivo, diretamente dos estúdios Cinelive e o próximo tema do ciclo Marketing Digital, será “(R)evolução dos games no mundo dos negócios”, em 23 de agosto.

 

Mais informações sobre datas e temas acesse o link: http://cinema.espm.br/?utm_source=portal&utm_medium=org&utm_campaign=espmcinema

ESPM NO CONARH

Conarh 5

Presente no Conarh há 7 anos, a ESPM leva ao evento as mais inovadoras soluções empresariais do mercado.

Este ano, a Diretora de Soluções Empresariais da ESPM, Célia Marcondes, discorrerá no auditório Corners sobre o tema “Um futuro com muito trabalho e poucos empregos. O que o RH faz agora?”.

Sua palestra acontecerá no dia 18/8 às 13h45, no palco 3.

Já na feira, ABRH, a ESPM estará presente com um estande em formato de mini auditório, levando conteúdos diversos, com alguns dos melhores profissionais do País nas áreas de marketing, comunicação e gestão.

Veja neste link a grade completa das palestras que serão ministradas no estande: http://www2.espm.br/eventos/espm-no-conarh

Com 90 Leões, Brasil foi ‘bronze’ no Cannes Lions 2016

O ESTADO DE SÃO PAULO (SP) • ECONOMIA • 25/7/2016

Levantamento do ‘Estado’ mostrou que somente EUA e Reino Unido superaram desempenho do País

O Brasil voltou do Cannes Lions – Festival Internacional de Criatividade com a medalha de bronze entre os 91 países que inscreveram pe- ças no maior festival de publicidade, comunicação e marketing do mundo. O levantamento por país participante foi feito pelo Estado, representante oficial de Cannes Lions no Brasil. Apesar de o desempenho do País em 2016 ter sido inferior ao registrado no ano passado – desta vez, foram 90 prêmios, ante um total de 108 angariados em 2015 –, o País só ficou atrás dos Estados Unidos (tradicional campeão global em Cannes, que recebeu nada menos que 355 Leões) e do Reino Unido, que voltou para casa com 164 prêmios. Entre as 23 categorias do festival, o Brasil só não recebeu Leões em Glass, Creative Effectiveness, Innovation, Film Craft e Titanium. O País ainda trouxe o prêmio de Agência do Ano de Cannes Lions 2016 para a AlmapBBDO. O Public itário Marcello Serpa, com mais de 30 anos de profissão, e que deixou o comando da Almap há pouco mais de um ano, foi homenageado com o Lion of St. Mark, prê- mio para o conjunto da obra concedido pelo festival. Queda nas inscrições. Conforme os dados levantados pelo Estado, o País teve um total de 2.805 peças inscritas em Cannes Lions, Lions Health, Lions Innovation e Lions Entertainment – os quatro festivais que atualmente compõem o evento que dura oito dias na Riviera Francesa. Houve queda de quase 10% nas inscrições em rela- ção a 2015, quando Cannes recebeu 3.114 trabalhos brasileiros. Dos 91 países que se inscreveram, 61 receberam ao menos um Leão. Foram 43.101 trabalhos concorrendo – um novo recorde – e 1.360 Leões concedidos pelos júris. Os Estados Unidos inscreveram mais de 9,7 mil peças, ou 22% do total para o ano. O Reino Unido ficou em segundo lugar, com 3,2 mil peças. Além dos três países que compuse ram o “pódio” do festival – Estados Unidos, Reino Unido e Brasil –, o “top ten” entre os premiados incluiu ainda a Austrália (com um total de 70 prêmios), Alemanha (63), Nova Zelândia (57), França (55), Suécia (51), Japão (46) e Argentina (40). Entre os dez principais premiados, três países não estavam no “top 10” em relação ao número de peças inscritas: Nova Zelândia, Suécia e Argentina.

Todo meu amor aos anúncios de redatores

PROPAGANDA E MARKETING (SP) • ÚLTIMAS NOTÍCIAS • 25/7/2016

Textos fluidos, bem escritos, com começo, meio e fim, serão lidos sempre

Divulgação

Claudia Penteado é jornalista

Um anúncio de texto de página inteira, diagramado em um layout limpo, chamou a minha atenção no jornal O Globo no último dia 21: a peça era um manifesto de posicionamento e crenças da escola Eleva (novo empreendimento educacional do fundo Gera). Capturou a minha atenção não apenas pelo texto longo, refinado e ao mesmo tempo simples, sem título, tailor-made para o meio jornal. Sou mãe de uma adolescente, e o assunto me interessa. A nova escola está no meu radar. Li de um fôlego só e fui atrás do redator.

Rapidamente descobri o autor do texto: Armando Strozenberg, chairman do grupo Havas, um apaixonado pela palavra em todas as suas dimensões e naturalmente equipado para realizar o job de maneira precisa e, possivelmente, num prazo apertado, o que é muito comum aos jobs da área. Ex-parceiro de um dos “monstros sagrados” do texto Publicitário, Mauro Matos (que com seu lápis e papel escreveu algumas das linhas mais apuradas da história da nossa propaganda), Strozenberg é profundo conhecedor do que é uma boa peça publicitária construída única e exclusivamente com texto. Como muitos outros de sua geração e, talvez, muito poucos das novas gerações da propaganda.

A ausência de título teve uma razão prodigiosa: não querer influenciar o leitor na sua trajetória ao texto. Não antecipar ou “empacotar” conceitualmente a mensagem. Não atrapalhar a chegada, suave, ao texto escrito. Sem preconceitos, precondições, preconceituações, prés de qualquer natureza. Achei isso genial e de uma modéstia única na era dos títulos gritantes, das chamadas, das conceituações.

Tenho a sensação de que se vive sob o manto de um mito: de que as pessoas hoje não gostam de ler, sofrem de déficits de atenção, habituaram-se a textos curtos, andam distraídas em tantos canais, não tiram o nariz da tela do celular. Isso pode ser verdade. Também. Mas não só. Textos fluidos, bem escritos, com começo, meio e fim, serão lidos sempre que houver adequação da mensagem ao meio. Do meio à mensagem.

Quando pergunto aos meus interlocutores experientes qual a qualidade primordial de um bom redator, a resposta é quase sempre a mesma: saber contar boas histórias, valendo-se do precioso ferramental da palavra escrita.

Rynaldo Gondim, exímio redator da AlmapBBDO, fala que já sofreu para redigir até os textos mais curtos. Afirma que “ralou muito” para chegar aos admirados textos longos. E tornou-se autor de um anúncio clássico alltype de mais de 10 mil toques para o Passat (VW). Como o texto é muito longo, o título convida: A gente sabe que você não iria ler um texto longo sobre os benefícios do Passat. Então, aí vai o curto. Ele conta que seu texto gigantesco foi pensado para entreter quem começou a ler, como uma espécie de agradecimento a quem se deu ao trabalho e, ao mesmo tempo, conduzir o curioso adequadamente e gentilmente até o seu final.

Roberto Duailibi lembra que quando entrou como chefe de redação na JWT, o diretor da agência no Brasil, Robert Merrick, disse-lhe que um bom texto não precisa de qualquer ilustração. Sozinho deve vender. Soa atemporal. E é ele quem me lembra que Caio Domingues, outro exímio redator, costumava dizer que não existem textos curtos ou textos longos. Existem bons textos e maus textos. E mais não escrevo.

Claudia Penteado é jornalista e repórter do PROPMARK

Crise é desafio para a publicidade

DIÁRIO DO NORDESTE (CE) • NEGÓCIOS • 9/7/2016

Perspectivas de mercado, legislação e uso da tecnologia como diferencial no atual momento de crise econômica foram apenas alguns dos pontos abordados ontem no encontro promovido pela Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap), no hotel Gran Marquise. Reunindo cerca de 40 associados, o setor procurou entender a situação da economia, com o objetivo de aproveitar as oportunidades que têm à disposição no momento.

“As agências precisam cada vez mais investir em gestão, especialmente neste momento atual de economia tão desafiadora. Precisamos nos preparar para um mercado que exige mais resultados”, destacou Orlando Marques, presidente da Abap.

Legislação

Um dos temas que mais causou discussões no encontro foi o da legislação. O presidente da Abap mencionou, por exemplo, a nova lei das empresas públicas, estatais, que foi promulgada recentemente. “Há pontos como ter que limitar o investimento a 0,5% do faturamento da empresa, mas que pode chegar a 2%. Temos que entender até onde isso pode influenciar positivo ou negativamente na publicidade”, comentou Orlando Marques.

What Design Can Do: 7 coisas que o design pode fazer pelo mundo

DESIGNBR (PR) • NOTÍCIAS • 7/7/2016

O Publicitário brasileiro Marcello Serpa, fundador da agênciaAlmapBBDO, deu uma pausa em seu ano sabático para palestrar no What Design Can Do. Conversei com ele sobre o evento.

B9: Estamos em um evento que discute o que o design pode fazer pelo mundo, mas e a publicidade? O que a publicidade pode fazer por um mundo melhor?

Marcello Serpa: A publicidade pode ajudar a difundir ideias, mas ela só comunica. Publicidade é o reflexo do que a marca é. O grande desafio hoje é parar de comunicar intenções e comunicar ações. Como eu falei na minha palestra, se todas as marcas estão tentando salvar o mundo, quem é o FDP que está estragando o planeta?

B9: Muitas palestras aqui falaram sobre diversidade. É um assunto quente na Europa, foi muito falado também em Cannes. Como você vê a falta de diversidade na publicidade brasileira?

MS: Está melhorando em termos de mensagem, mas não dentro das agências. O mercado fica muito fechado em si, se retroalimentando. Todo departamento de criação deveria ser o mais heterogêneo possível. Enquanto a gente só quiser trabalhar com pessoas como a gente, o mercado não evolui.

B9: O que está faltando para termos um mercado mais diverso?

MS: Os tomadores de decisão precisam começar a fazer ao invés de falar. A ignorância sobre a ignorância é o pior. Não adianta falar que sabemos o que está errado e não fazermos nada.

Jayme Sirotsky receberá prêmio da Alap pela defesa da liberdade de expressão

ZERO HORA (RS) • GERAL • 2/7/2016
PRÊMIO

Presidente emérito do Grupo RBS, Jayme Sirotsky foi escolhido pela Associação Latino­Americana de Publicidade (Alap) para receber um prêmio em reconhecimento a sua luta em favor da liberdade de imprensa e de expressão.A Láurea Roberto Civita, que leva o nome do ex-presidente do Grupo Abril, será entregue durante a 21ª edição do Festival Mundial de Publicidade de Gramado, em 7 de junho do ano que vem. A distinção destaca a atuação internacional de Jayme Sirotsky, que já ocupou o cargo de presidente da Associação Mundial de Jornais (WAN, na sigla em inglês), em defesa do direito à livre expressão.O prêmio será entregue pelo presidente do Grupo Abril, Walter Longo, antes da palestra inaugural do evento. Para formalizar o convite à cerimônia, estiveram reunidos na sede do Grupo RBS (da esquerda para a direita na foto) a diretora de Relações Internacionais da Alap, Andressa Martins, o secretário-geral da entidade, João Firme, o presidente emérito do Grupo RBS, Jayme Sirotsky, a gerente regional da Editora Abril, Sonia Paula, e o diretor de marketing da Alap, Itamar Gravem.

Strozenberg: “O papel da grande ideia não muda nunca”

PROPAGANDA E MARKETING (SP) • ÚLTIMAS NOTÍCIAS • 1/7/2016

Publicitário fala um pouco da sua experiência no Cannes Lions 2016, festival que frequenta há mais de 30 anos.

Armando Strozenberg, CEO da Havas Brasil e vice-presidente da Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap), acaba de voltar do Cannes Lions, possivelmente sua 31a experiência por lá, ele especula. Todos os anos, ele é um daqueles delegados que conseguem estabelecer a conexão perfeita com o que há de mais interessante, mesmo em um evento tão gigantesco, onde muitas escolhas precisam ser feitas diariamente. Aqui, ele comenta algumas das impressões que trouxe na bagagem.

O que se aprendeu em Cannes este ano?

Armando Strozenberg – Que as perguntas sobre o futuro da indústria de comunicação são um crescente processo, muitas vezes tortuoso; e as respostas, cada vez mais apenas repetitivas, e até pretenciosas ou perigosamente simplistas. Por exemplo, quando se atribui “ad nauseam” à tecnologia um papel de panaceia universal, que ela não tem, não pode, nem deve ter. Ou quando algumas respostas propõe até a aposentar o papel da criatividade.

O que você, em especial, trouxe na bagagem?

Strozenberg – Uma afirmação do meu guru Kevin Kelly de que “estamos entrando apenas no nascimento do ano 1 do mundo digital e que, portanto, ninguém deve se sentir atrasado”. Além de apaziguadora, esta percepção parece conter imensa sabedoria.

Outros aprendizados:?

Não somos nem amigos nem inimigos da tecnologia. Ela veio para emoldurar o nosso cotidiano.??

70% dos Leões, de 2000 para cá, são levados para casa por países menos ricos, segundo estudo recente apresentado em Cannes. ??

É fundamental “desestereotipar” cada vez mais os personagens da comunicação mercadológica.??

A internet deixou de ser um canal. É cada vez mais pilar de cultura.??

Como é poderoso o conceito criativo e simbólico da campanha “Happy Father’s Day” da P&G!

Thomas Edison foi um “adaptador”, Da Vinci é um inventor. Confuciana definição para qualificar a criatividade publicitária que ouvi por lá.

Como me orgulhou e emocionou ver o St. Marks nas mãos do Marcello Serpa. Que linda homenagem à moderna história da propaganda brasileira. É a cena mais forte que, com certeza, ocupará lugar de honra na minha memória deste CannesLions 2016.

Entre tantas experiências de Realidade Virtual e Inteligência Artificial, o que elas trazem para a propaganda? Strozenberg – A curto prazo e em termos práticos, pouco traz. Sem escala, o seu uso ainda é para poucos. Mas olhando pra logo ali na frente o papel e o tamanho que terão o seu potencial cognificador é imenso. (Cheguei a ouvir que em 10 anos o Google será uma empresa 100% de Inteligência Artificial!).

E o que de essencial se mantém? Strozenberg – O papel da Grande Ideia, do Great Work.

E que o marketing não pode ser visto como instrumental melífluo de políticos. Mas, sim, como traço cultural da modernidade, com suas qualidades e defeitos.

Das palestras que você assistiu – o que de mais interessante viu?

Strozenberg – Como a indústria da comunicação e marketing está olhando de perto questões como Diversidade, Inclusão, Relações Cliente & Agência, Peso da Sustentatibildade nos Negócios, Revalorização da Confiança, Papel desencadeador dos melhores jobs pelos anunciantes e os desafios do storytelling para cumprir o papel de conteúdos originais. São temas que dominaram o andar de cima da programação e seduziram pela pertinência e atualidade.

A questão de gêneros – foi a grande questão do festival, como algumas pessoas afirmaram?

Strozenberg – Com certeza foi uma das principais questões, como disse antes. Afinal, descobri que apenas 34% das mulheres são protagonistas no conteúdo Publicitário e apenas 31% na cinematografia ficcional! Algo totalmente desalinhado com o percentual de mulheres que hoje decidem na nossa indústria. Under Armour, Coors Light, P&G e RAM são alguns anunciantes que entenderam e começam a abrir novas narrativas para este desafio.

Inovação – É papel das agências ser o elemento que leva a inovação para o cliente?

Strozenberg – Único, não. Mas fundamental sempre. Foi, é e será. Hoje mais no nível da Linguagem, do Data, e nas propostas que envolvam mais Risco. A destacar também algumas incursões, ainda tímidas, no segmento de produtos e serviços, e mais consistentes na área social – “apps”, em especial. (Aliás, assistir às sessões de “Innovation” se tornou hoje uma das mais instigantes experiências oferecidas aos que frequentam o hoje gigantesco CannesLions).

Em alguns aspectos estamos, no Brasil, um pouco distantes de muitas das tendências que surgem num evento tão plural. O que nos serve, de fato, como ensinamento?

Strozenberg – Para citar apenas dois de muitos outros: primeiro, em termos competitivos o Brasil é acima da média mundial apenas na área de criatividade em Print. (Aliás, nem do grupo dos países mais criativos com menos poder econômico, o Brasil faz parte: Nova Zelândia e Argentina lideram a relação Inscrições x Leões distribuidos nos últimos 15 anos)

Em segundo lugar, infelizmente, percebe-se que ainda fazemos parte do time insignificante de países que inventa relevante tecnologia e linguagem para o desenvolvimento da mercadologia mundialPrecisamos refletir mais-e-mais sobre isto se, de fato, queremos nos aproximar das principais tendências do mercado mundial. Tarefa que cabe actoda indústria, academia inclusa.

Como lidar, ainda, com peças fantasmas, criadas muitas vezes irresponsavelmente, sem nenhuma conexão com consumidor ou zeitgeist? Strozenberg – Tratar deste assunto a esta altura chega a me fazer mal à saúde 🙁

Algum trabalho em especial chamou sua atenção, no festival?Strozenberg – Muita coisa boa, como sempre. Mas vencedores como os improváveis Rembrandt. Harvey Nichols, NYTimes, Burger King x McDonalds, o “Coro” da Philips (confirmando a bem-vinda melhoria do nível das peças de Health). Me impressionaram também a evolução consistente do digital craft e o sucesso de um número cada vez maior de cases curiosos de promo activation, o papel crescente do enterteinement como conteúdo, a tentativa de reinvenção do RP e – finalmente – a descoberta do papel da Música, categoria que parece ter vindo pra ficar.

Como, no cenário atual brasileiro, arregaçar as mangas, sacudir a poeira e trabalhar direito, e bem?

Strozenberg – Primeiro, empenho total numa espécie de cruzada pela “salvação do Brasil” como nação, coneçando pela refundação dos seus valores. Em paralelo, esforço máximo de todos contra a debacle sócio-econômica que nos ameaça; aliás, deste projeto cabe aos Publicitários um papel significativo, e não apenas de meros coadjuvantes executores.

Qual a sua visão do comprometimento dos 6 principais grupos de comunicação do mundo com os 17 objetivos de sustentabilidade da ONU, em pleno festival de Cannes?

Strozenberg – Eis aí um golaço do CannesLions 2016. Que deve servir de exemplo para este mundo tão implodido. Enfim, uma grande notícia que eleva a imagem institucional da indústria a um patamar nunca antes atingido na História. (O grupo Havas, do qual faço parte, já está debruçado sobre o tema”Clima”).

A força da aceitação da proposta feita pelo Secretário-Geral da ONU não se limita apenas a enriquecer os cv’s dos acionistas controladores destes seis maiores grupos mas é também, e sobretudo, oportunidade única para os seus clientes-anunciantes, profissionais e parceiros, mostrarem o seu valor.

Conar elege diretoria para mandato até 2018

G1 (RJ) • ECONOMIA • 1/7/2016 •

Novo mandato se inicia em 15 de julho.Gilberto Leifert foi reeleito para a presidência da entidade

O Conselho Superior do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) elegeu nesta sexta-feira (1) a atual diretoria para um mandato de mais dois anos.

Gilberto C. Leifert foi reeleito presidente. A diretoria terá também Newman Debs como 1º vice-presidente, Paulo Giovanni como 2º vice-presidente e Antonio Carlos de Moura como 3º vice-presidente.

João Luiz Faria Netto, Fernando Portela e Dorian Taterka completam a diretoria da entidade. Edney G. Narchi, segue na vice-presidência executiva.

O novo mandato se inicia em 15 de julho.

Votaram na eleição os membros do Conselho Superior do Conar, indicados pelas entidades fundadoras. São eles:ABA

Nelcina Tropardi (Diageo)

Newman Debs (Unilever)

Sergio Pompilio (J&J)ABAP

Armando Strozenberg (Havas)

Cyd Alvarez (PPR)

Paulo Giovanni (Leo Burnett Taylor Made)ABERT

Daniel Pimentel Slaviero (SBT)

Gilberto C. Leifert (Globo)

Júlio César Casares (Record)

Octávio Florisbal (Globo)

Paulo Saad Jafet (Band)

Paulo Tonet Camargo (Globo)

ANER

Maria Célia Furtado (Aner)

Selma Souto (Editora Abril)

Virginia Any (Editora Globo)Central de Outdoor

Marcelo Marcondes de Moura (Aurum Comunicação)

Luiz Roberto Ferreira Valente Filho (Consultoria)ANJ

Antonio Carlos de Moura (Folha)

Enrico Giannelli (O Estado de S.Paulo)

Marcelo Antonio Rech (RBS)

Na mesma sessão foram eleitos os Presidentes das oito Câmaras do Conselho de Ética. São eles:

Cyd Alvarez – 1ª Câmara, São Paulo

Sergio Pompilio – 2ª Câmara, São Paulo

Armando Stronzenberg – 3 ª Câmara, Rio de Janeiro

Daniel Pimentel Slaviero – 4ª Câmara, Brasília

Marcelo Antônio Rech – 5ª Câmara, Porto Alegre

Nelcina Tropardi – 6ª Câmara, São Paulo

Luiz Roberto Valente Filho – 7ª Câmara, São Paulo

Cléo Nicéas – 8ª Câmara, Recife